Mulheres: quais vacinas são essenciais?

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Vacinação em mulheres - Mulher sentada com o braço na mesa e uma enfermeira esterilizando a área para aplicação da vacina.
Vacinação para mulheres.

Depois da infância, período em que a é dada maior atenção à necessidade de se vacinar, muitas mulheres negligenciam a importância de manter a imunização em dia. Muitas delas vão descobrir apenas durante a gravidez que existem outras várias vacinas importantes para a saúde da mulher adulta. Neste artigo, você conhece as vacinas essenciais para as mulheres:

• Vacina combinada hepatite A e B

A vacinação para Hepatite B começa já na saída da maternidade, enquanto a hepatite A aparece no calendário após os 12 meses de vida. Em adultos, a vacina é recomendada para aqueles que tiveram a vacinação incompleta na infância ou que não sabem se já foram imunizados.

A hepatite B é especialmente indicada para gestantes suscetíveis, enquanto a hepatite A é recomendada durante surtos da doença. No intuito de “economizar picadas”, as clínicas particulares oferecem uma vacina combinada contra hepatite A+B, que deve ser tomada em três doses, sendo a segunda 1 mês após a primeira e a terceira 6 meses após a segunda (esquema 0-1-6).

• Dengue

Licenciada para adultos de até 45 anos, a vacina contra a dengue é indicada apenas para pacientes que já apresentaram essa doença anteriormente ou para aqueles que são soropositivos. Deve ser tomada em três doses, com seis meses de espera entre elas (esquema 0-6-12 meses).

• Febre amarela

Normalmente, recomenda-se uma dose única durante a vida, a partir dos 9 meses de idade. Entretanto, não há consenso sobre a duração da proteção dessa vacina, então uma dose de reforço passou a ser exigida para quem tomou a vacina antes dos 5 anos de idade.

Quem reside numa região de risco ou vai viajar também precisa tomar uma dose no mínimo 10 dias antes da viagem, pois alguns países pedem a apresentação do Certificado Internacional de Vacinação e Profilaxia (CIVP), emitido por entidades públicas ou particulares habilitadas para isso.

• Gripe (influenza) — trivalente ou quadrivalente

Todos devem tomar a vacina da gripe anualmente, mas para mulheres gestantes esta vacina é especialmente indicada, uma vez que grávidas são grupo de risco para as complicações da infecção pelo vírus influenza.

A vacina está recomendada nos meses da sazonalidade do vírus, mesmo no primeiro trimestre de gestação. A vacina influenza QUADRIVALENTE (4V) é preferível à vacina influenza TRIVALENTE (3V), por conferir maior cobertura das cepas circulantes. Na impossibilidade de uso da vacina 4V, utilizar a vacina 3V.

Entenda mais sobre essas vacinas:

  • A vacina TRIVALENTE previne contra dois tipos de Influenza A (H1N1 e H3N2) e um tipo de Influenza B; Pode ser encontrada na rede pública de saúde para grupos prioritários (crianças até 6 anos, gestantes, idosos e pessoas com doenças crônicas);
  • A vacina QUADRIVALENTE previne contra o A-H1N1 e A-H3N2 e também contra dois tipos da Influenza B (Victoria e Yamagata), que dependem do vírus circulante no ano anterior; Encontrada em clínicas particulares e pode ser aplicada a partir de 6 meses de vida, sem restrições de idade.

• Herpes zóster após os 50 anos de idade

Apesar do nome, a Hérpes Zóster é causada pelo mesmo vírus da catapora. Estima-se que uma a cada três pessoas possa ser acometido pela doença ao longo da vida, já que qualquer um que teve catapora em algum momento pode desenvolver a herpes zóster.

Por enquanto, a vacina contra herpes-zóster não está disponível pela rede pública de saúde, mas pode ser encontrada em clínicas particulares de vacinação. O indicado é tomar uma dose a partir dos 50 anos e incluir a vacinação na rotina após os 60.

• Vacina HPV4 ( HPV quadrivalente ) ou HPV2 (HPV bivalente)

Considerada uma das Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs) mais perigosas, o papilomavírus humano (HPV) pode ser transmitido mesmo em relações com camisinha, uma vez que sua transmissão é feita através de mucosas e causam verrugas e microlesões imperceptíveis que podem aparecer na virilha e outras áreas que a camisinha não cobre.

Dos mais de 150 subtipos de HPV, quatro são especialmente nocivos: os tipos 16 e 18, que podem causar câncer no útero, vagina, vulva e orofaringe; e os tipos 6 e 11, responsáveis pelo aparecimento de verrugas e microlesões nessas mesmas regiões. Estima-se que 80% das mulheres terão contato com essa doença antes dos 50 anos de idade e a vacina é a forma mais eficaz de proteção.

Hoje, existem 2 vacinas, disponíveis atualmente no Brasil , que combatem o HPV:

  • A BIVALENTE protege contra os tipos 16 e 18;
  • A QUADRIVALENTE protege contra o HPV 16, 18, 6 e 11.

O esquema de vacinação é em três doses: 0 – 1 a 2 – 6 meses. Mesmo as pessoas que já entraram em contato com o HPV anteriormente devem se vacinar para se proteger contra os outros sorotipos do vírus, uma vez que muitas vezes não se faz a pesquisa para determinação do vírus responsável pela infecção .

• Vacina meningocócica B

Apesar de ser mais frequente na infância, adultos também podem ser infectados pelo meningococo.

Para mulheres adultas, a vacinação recomendada é de duas doses com intervalo de um a dois meses entre elas. Não se conhece a duração da proteção conferida e, consequentemente, a necessidade de dose(s) de reforço como rotina.

• Vacina Meningocócica conjugada quadrivalente — ACWY

A meningite é uma doença de alta letalidade e de difícil previsão de antever o próximo surto epidêmico. No mundo todo temos a presença com maior relevância dos meningococos dos grupos  A,B, C, W e Y. Como já citamos acima, existe a vacina anti meningococo B e temos também disponível a vacina anti meningococo conjugada  ACWY que  protege ao mesmo tempo contra esses quatro sorogrupos diferentes e, por ser uma vacina conjugada, possui efeito mais duradouro. Uma dose basta para imunização, mas a indicação da vacina, assim como a necessidade de reforço, dependerá da situação epidemiológica. Saiba mais sobre meningite ACWY em adultos neste artigo.

• Vacinas pneumocócicas (VPC13 e VPP23)

A bactéria pneumococo, responsável pela pneumonia, menigigite, otite e outras doenças, também ameaça as mulheres. Três vacinas previnem as infecções dessa bactéria: a vacina pneumocócica conjugada 10-valente( VCP10), 13-valente(VCP13) e polissacaridica 23-valente ( VPP23). O número se refere à quantidade de pneumococos que ela previne.

Enquanto a 10-valente é usada no sistema público de saúde para crianças, a 13-valente e a 23-valente só são encontradas em clínicas particulares e são usadas na vacinação em todas as idades, de forma combinada quando necessário.

Para mulheres adultas, a vacinação entre 50-59 anos com VPC13 fica a critério médico. O esquema combinado de VPC13 e VPP23 é recomendado rotineiramente para indivíduos com 60 anos ou portadores de algumas comorbidades. Para gestantes, é recomendada apenas para aquelas com risco para doença pneumocócica invasiva;

• Tríplice bacteriana acelular do tipo adulto – dTpa

Criada para proteger contra difteria, tétano e coqueluche, é necessário ser tomada a cada 10 anos. Existem dois tipos de vacina Tríplice Bacteriana para mulheres adultas:

  • dTpa: é uma vacina acelular (menos chances de reações adversas) destinada a adultos. Pode ser usada para a dose de reforço prevista para os 4-5 anos de idade e para as doses de reforço na adolescência, vida adulta e terceira idade. Só é encontrada em clínicas particulares ou no sistema público de saúde para gestantes e no puerpério.
  • dTpa-VIP: também destinada a adultos, inclui a proteção contra poliomielite (VIP). Substitui a vacina dTpa isolada no esquema de doses e é alternativa para viajantes com destinos às áreas de risco para poliomielite. Encontrada apenas em clínicas particulares de vacinação.

• Tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola) – SCR

Previne contra caxumba, sarampo e rubéola. Para ser considerado protegido, todo indivíduo dever ter tomado duas doses na vida, com intervalo mínimo de um mês, aplicadas a partir dos 12 meses de idade. Indivíduos não vacinados ou que não têm o comprovante de vacinação deverão procurar um serviço de saúde público ou particular para atualização da vacina anti sarampo, caxumba e rubéola.

• Varicela (catapora)

Também conhecida como Catapora, a varicela é uma doença contagiosa causada pela infecção do vírus Varicela Zoster. O contágio acontece por meio do contato com o líquido das lesões cutâneas ou pela tosse, espirro, saliva ou objetos contaminados pelo vírus.

A melhor forma de prevenção e controle é a vacinação, que deve ser feita na infância. Em adultos, a vacina é recomendada para aqueles suscetíveis à doença em duas doses com intervalo de um a dois meses.

Todas as vacinas citadas neste artigo são recomendadas pela Sociedade Brasileira de Imunização (SBIm) e podem ser encontradas na Imunocamp.

Fontes: Calendário SBIm para Mulheres

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