A saúde da mulher e as vacinas!

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Vacinar salva vidas!
A saúde da mulher as vacinas!

Você sabia que o Brasil possui vacina para pelo menos três das principais causas de morte de mulheres no país? Os dados são da publicação Política Nacional de Atenção Integral à Saúde da Mulher – Princípios e Diretrizes”, do Ministério da Saúde.

Segundo o documento, as principais causas de morte feminina no Brasil são, nesta ordem:

  1. as doenças cardiovasculares: infarto agudo do miocárdio e acidente vascular cerebral;
  2. as neoplasias: câncer de mama, de pulmão e o de colo do útero;
  3. as doenças do aparelho respiratório, marcadamente as pneumonias (que podem estar encobrindo casos de aids não diagnosticados); 
  4. doenças endócrinas, nutricionais e metabólicas, com destaque para o diabetes.

O câncer aparece como a segunda maior causa de morte. No caso das neoplasias, muitas estão relacionadas à efemérides de transmissão sexual, como o carcinoma hepatocelular (pela hepatite B). Aqui já temos uma vacina que poderia diminuir esta triste estatística para as mulheres.

Hepatite B

É uma Infecção Sexualmente Transmissível (IST) transmitida pelo vírus VHB, que tem predileção por infectar os hepatócitos, as células do fígado. Uma pessoa infectada por ele pode desenvolver hepatite aguda, hepatite crônica (ou ambas) e hepatite fulminante, e depois de alguns anos, pode evoluir para uma cirrose ou câncer de fígado.

O vírus VHB está presente no sangue, na saliva, no sêmen e nas secreções vaginais da pessoa infectada. Por isso, pode ser transmitido pelo sexo, transfusões de sangue, da mãe para o bebê na gravidez ou parto, ou através de agulhas, seringas e instrumentos de manicure, pedicure e colocação de piercing infectados.

Contra a doença existe a vacina isolada para Hepatite B e a vacina combinada contra hepatite A+B. Veja o esquema de vacinação:

  • Hepatite B: ao nascer e aos 2, 4 e 6 meses (a dose do 4º mês pode ser subsituída pela vacina pentavalente acelular);
  • Hepatite A+B: três doses, no esquema 0-1-6 meses (é comumente usada em pacientes que não se vacinaram na infância).

HPV 4

Segundo estimativa do Instituto Nacional do Câncer (Inca), mais de 40% dos cânceres em mulheres são ginecológicos, sendo o mais comum entre esses o câncer de mama (29,7%), seguido dos de colo do útero (7,5%), ovário (3%) e corpo do útero (2,9%). Outros dados do InCa revelam que mais de 90% das mulheres que têm câncer de colo do útero foram antes infectadas pelo HPV, do qual existem mais de 200 subtipos.

O papilomavírus humano (HPV) pode ser transmitido mesmo em relações com camisinha, uma vez que sua transmissão é feita através de mucosas e causam verrugas e microlesões imperceptíveis que podem aparecer na virilha e outras áreas que a camisinha não cobre.

A vacina HPV Quadrivalente protege contra o HPV 16, 18, 6 e 11. O esquema de vacinação é em três doses: 0 – 1 a 2 – 6 meses. Mesmo as pessoas que já entraram em contato com o HPV anteriormente devem se vacinar para se proteger contra os outros sorotipos do vírus que estão contidos na vacina quadrivalente.

Vacinas pneumocócicas

As doenças do aparelho respiratório, com destaque para as pneumonias, aparecem em terceiro lugar entre as maiores causas de morte das mulheres. As suspeitas são que a pneumonia possa estar encobrindo casos de aids não diagnosticados, pois a doença baixa a imunidade e facilita o contato com agentes causadores da pneumonia, como vírus, bactéria, fungo ou mesmo agentes químicos. A bactéria pneumocócica, porém, é responsável pela maior parte dos casos.

Três vacinas previnem as infecções dessa bactéria:

  • vacina pneumocócica conjugada 10-valente (VPC10)- disponível para crianças até 5 anos de idade.
  • vacina pneumocócica conjugada 13-valente (VPC13)- indicada a partir de 2 meses de vida, sem limite de idade;
  • vacina pneumocócica polissacarídica 23-valente (VPP23) – indicada a partir de 2 anos de vida, sem limite de idade.

O número se refere à quantidade de pneumococos que ela previne. A VPC10 e a VPC13 são destinadas ao mesmo público, com a diferença que a 13-valente protege contra um número maior de sorotipos da bactéria, motivo pelo qual ela é mais recomendada pela Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm).

A VPC13 deve ser tomada em 3 doses, aos 2, 4 e 6 meses de vida, com reforço entre 12 e 15 meses. Já a VPC23 atua como um “super reforço” à VPC-13 para idosos e imunodeprimidos. A primeira dose de VPP23 deve ser tomada pelo menos 6 meses após a VPC13, e a segunda dose deve ser tomada 5 anos depois da primeira.

Outras vacinas

Essas três vacinas, juntas, podem prevenir algumas das principais doenças responsáveis por mortes femininas. Porém, outras vacinas também são recomendadas especialmente para as mulheres. Saiba quais são:

Todas as vacinas são recomendadas pelos principais órgãos de saúde e estão disponíveis na Imunocamp!

Fontes: “Política Nacional de Atenção Integral à Saúde da Mulher – Princípios e Diretrizes”, do Ministério da Saúde, Portal SBIm Família e Site Drauzio Varella

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