Primavera verão: cuidados com as doenças típicas dessas estações!

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Veja as doenças típicas da primavera-verão.
Doenças típicas da primavera-verão

Na primavera-verão, as altas temperaturas somadas ao tempo seco e à baixa umidade do ar, com pancadas de chuva esporádicas, são características climáticas típicas. Infelizmente, este clima também favorece que alguns vírus e bactérias fiquem mais tempo suspensos no ar, além de partículas de poeira e pólen, e também favorece a reprodução de insetos transmissores de doenças.

Por isso, algumas efemeridades são mais comuns nessa época do ano, como as alergias e infecções respiratórias, por exemplo. Por sorte, algumas dessas doenças são preveníveis. Conheça algumas doenças comuns durante a primavera-verão e as vacinas que podem detê-las!

Catapora

A Varicela, como também é conhecida, é uma doença viral altamente contagiosa. Transmitida pelo vírus Varicela Zoster, a catapora é uma infecção que se manifesta com maior frequência em crianças. A principal característica da doença é a formação de lesões cutâneas acompanhadas de prurido (coceira). O contágio acontece por meio do contato com o líquido da bolha ou pela tosse, espirro, saliva ou objetos contaminados pelo vírus. 

O tratamento é feito com analgésicos e antitérmicos, mas é sempre melhor prevenir do que remediar. A vacina contra Varicela é recomendada na rotina para crianças a partir de 12 meses e todas as crianças, adolescentes e adultos suscetíveis (que não tiveram catapora antes). 

A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) e a Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm) recomendam duas doses da vacina varicela: a primeira aos 12 meses e a segunda entre 15 e 24 meses de idade. Excepcionalmente, em situações de surto, bebês a partir de 9 meses também devem se vacinar e mesmo assim seguir a vacinação recomendada aos 12 e 15 ou 24 meses.

Rubéola

A Rubéola é uma doença infecto-contagiosa causada pelo Togavírus e também é conhecida como “Sarampo Alemão”. O contágio ocorre comumente pelas vias respiratórias com a aspiração de gotículas de saliva ou secreção nasal. Sua característica mais marcante são as manchas vermelhas que aparecem primeiro na face e atrás da orelha e depois se espalham pelo corpo inteiro.

A rubéola congênita, ou seja, transmitida da mãe para o feto, é a forma mais grave da doença, porque pode provocar aborto e expulsão do feto morto (natimorto) e, nos recém-nascidos, podem ocorrer malformações congênitas (surdez, malformações cardíacas, lesões oculares e outras).

A criança que nasce com rubéola pode transmitir o vírus por até um ano. Por isso, devem ser mantidas afastadas de outras crianças e de gestantes. Assim como o sarampo e a caxumba, o tratamento apenas alivia os sintomas, e a vacina Tríplice Viral é o único meio de prevenção.

Caxumba

A caxumba é uma doença causada pelo paramyxovirus, um tipo de vírus que acomete tipicamente as glândulas parótidas, que produzem saliva, ou as submandibulares e sublinguais, próximas ao ouvido. É mais comum em crianças no período escolar e em adolescentes, mas também pode afetar adultos em qualquer idade.

A transmissão ocorre por via aérea, por meio da disseminação de gotículas, ou por contato direto com saliva de pessoas infectadas, ou ainda em contato com objetos e/ou utensílios contaminados com secreção do nariz e/ou boca.

Geralmente, quem teve caxumba uma vez não costuma ter outras, mas se a infecção se manifestou apenas de um lado, o outro pode ser afetado em outra ocasião. A vacina SCR também é o único meio de prevenção.

Tríplice Viral e SCR-V

A Vacina Tríplice Viral previne contra o sarampo, a caxumba e a rubéola. A Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm) considera protegido todo indivíduo que tomou duas doses na vida, com intervalo mínimo de um mês, aplicadas a partir dos 12 meses de idade.

Em casos de surtos das doenças, a vacinação pode começar aos 6 meses, mas não se exclui outra dose necessária aos 12 meses. Para crianças acima dos 2 anos, adolescentes e adultos não vacinados ou sem comprovação de doses aplicadas, a SBIm recomenda duas doses, com intervalo de um a dois meses.

Como rotina para crianças menores de 2 anos, as sociedades brasileiras de Pediatria (SBP) e de Imunizações (SBIm) recomendam duas doses: uma aos 12 meses e a outra aos 15 meses. Você deve ter notado que essas doses coincidem com o esquema de vacinação da vacina contra varicela! Por isso, a Tríplice Viral (SCR) pode ser substituída pela Tetraviral (SCR-V) nas duas doses.

Dengue

Como o calor e as pancadas de chuva da primavera-verão facilitam a reprodução do mosquito Aedes aegypti, principal transmissor da dengue, essa também é considerada uma doença típica de primavera-verão. Existem quatro sorotipos do vírus (DEN1, DEN2, DEN3 e DEN4). Em geral, um predomina a cada ano, mas é muito difícil saber de antemão qual deles será.

A pessoa que é infectada por um sorotipo fica imune contra ele, mas ainda pode ser contaminada com os outros sorotipos. A cada reincidência da dengue, o risco de ter complicações mais graves da doença aumenta.

A dengue pode ser separada em quatro tipos, de acordo com sua gravidade: assintomática, clássica (benigna), com sinais de alarme, ou grave. Em populações vulneráveis, como crianças e idosos com mais de 65 anos, o vírus da dengue pode interagir com doenças pré-existentes e levar ao quadro grave ou gerar maiores complicações nas condições clínicas de saúde da pessoa.

A vacina para a dengue está disponível no Brasil desde 2015, apenas em clínicas particulares e para pessoas entre 9 e 45 anos. Ela previne contra todos os quatro sorotipos da dengue e deve ser tomada em três doses, com intervalo de 6 meses entre elas, mas é recomendada apenas para indivíduos previamente infectados com um dos sorotipos da doença.

Febre Amarela

A febre amarela também é uma infecção viral transmitida por mosquitos, típicas de regiões tropicais e com tendências a surtos quando o clima esquenta como na primavera-verão, pois favorece a reprodução do transmissor. Existem dois tipos de febre amarela: a silvestre e a urbana.

A silvestre acomete os macacos. Eles funcionam como hospedeiros do vírus, que é transmitido pela picada dos mosquitos a outros macacos ou a seres humanos. Por isso, a morte de primatas nas imediações das cidades representa um dos sinais de que o vírus da doença está circulando em determinada região.

A forma urbana da febre amarela é transmitida pela picada do mosquito Aedes aegypti, o mesmo que transmite a dengue, a chikungunya e a zika. Ela ocorre quando o mosquito pica uma pessoa doente (o homem é o único hospedeiro do vírus nas cidades) e depois ataca uma pessoa saudável que não foi vacinada. A febre amarela urbana não ocorre em nosso país desde 1940.

Febre com calafrios, mal-estar, dor de cabeça, dores musculares muito fortes, cansaço, vômito e diarreia são sinais da doença que surgem de repente, em geral, de três a seis dias após a picada do inseto (período de incubação do vírus). Icterícia progressiva (pele amarelada), hemorragias, comprometimento dos rins, do fígado (hepatite e coma hepático), do pulmão, problemas cardíacos (miocardite) e encefalopatias (convulsões e delírios) são sintomas da doença que podem levar à morte.

Com a cobertura vacinal correta, a febre amarela pode ser erradicada do meio urbano. Atualmente, existem duas vacinas disponíveis: a Bio-Manguinhos e a Sanofi Pasteur, esta última apenas em clínicas particulares de vacinação. Ambas devem ser tomadas a partir dos 9 meses de idade, com a segunda dose ministrada aos 4 anos.

Como não há consenso sobre a duração da proteção dessa vacina, uma dose de reforço passou a ser exigida para quem tomou a vacina antes dos 5 anos de idade. Viajantes internacionais também devem tomar uma dose no mínimo 10 dias antes da viagem, pois alguns países pedem a apresentação do Certificado Internacional de Vacinação e Profilaxia (CIVP), emitido por entidades públicas ou particulares habilitadas para isso.

Todas as vacinas aqui citadas para a Primavera-verão são recomendadas pela Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm) e estão disponíveis na Imunocamp. Procure-nos e proteja-se!

Fontes: Ministério da Saúde, Portal Dráuzio Varella e Família SBIm.

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