Outubro Rosa: câncer de colo de útero ganha espaço no movimento

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Outubro rosa: vacinação para mulheres
Outubro rosa! Vacinação para mulheres!

Conhecido como Outubro Rosa, a campanha internacional feita desde os anos 90 nasceu para aumentar a conscientização sobre o câncer de mama e a importância do diagnóstico precoce.

O nome da campanha remete à cor do laço usado por pessoas, empresas e organizações que aderem à causa. Alguns prédios públicos ou de grande importância histórica também costumam ser iluminados de rosa em menção ao Outubro Rosa.

Mais recentemente, outros cânceres que costumam atingir as mulheres também foram incorporados ao movimento. Segundo estimativa do Instituto Nacional do Câncer (Inca), mais de 40% dos cânceres em mulheres são ginecológicos, sendo o mais comum entre esses o câncer de mama (29,7%), seguido dos de colo do útero (7,5%), ovário (3%) e corpo do útero (2,9%).

O câncer de colo de útero ganhou destaque não só por ser o segundo tipo de câncer que mais mata mulheres no Brasil, mas também por ele ser mais possível de ser prevenido. De acordo com dados do InCa, mais de 90% das mulheres que têm esse tipo de câncer foram antes infectadas pelo HPV, do qual existem mais de 200 subtipos.

HPV

O HPV pode ser dividido em duas classificações: baixo e alto risco de desenvolver câncer. Existem 12 tipos identificados como de alto risco (HPV tipos 16, 18, 31, 33, 35, 39, 45, 51, 52, 56, 58 e 59). Eles têm probabilidade maior de persistir e estarem associados a lesões pré-cancerígenas.

Ainda assim, os tipos 16 e 18 são os mais preocupantes. Segundo o Ministério da Saúde, esses dois tipos estão associados a 70% dos casos de câncer de colo de útero, 60% dos cânceres de vagina e até 50% dos casos de câncer vulvar.

As primeiras manifestações dos sintomas costumam acontecer entre 2 e 8 meses após a infecção, mas em alguns casos podem demorar até 20 anos! Este é o maior desafio relacionado ao HPV: como a pessoa infectada não sabe que tem o vírus, a transmissão é alta e pode infectar uma pessoa com apenas uma exposição.

A principal forma de transmissão do HPV é o sexo, genital ou oral. Como a infecção atinge pele e mucosas, isso significa que, mesmo usando camisinha na penetração, o HPV pode ser transmitido também em contato com verrugas e microlesões na virilha e outras áreas genitais que a camisinha não cobre.

Vacina

Mesmo sendo responsável por barrar cerca de 70% a 80% da transmissão do HPV, o preservativo não é suficiente para prevenir que a doença seja transmitida. A forma mais segura de prevenção é a vacina. Contra o HPV, existem duas:

  • A vacina BIVALENTE protege contra os tipos 16 e 18 de HPV (causadores de câncer na vagina, vulva, útero, ânus, boca e garganta) – exclusiva para mulheres.
  • A vacina QUADRIVALENTE protege contra o HPV 16, 18, 6 e 11 (causadores de câncer e verrugas ou microlesões nas mesmas regiões)


A vacina quadrivalente é encontrada SUS apenas para meninas  de 9 a 14 anos, pois a prevenção apresenta resultados mais eficazes quando aplicada antes do início da vida sexual. Nessa idade, são indicadas duas doses, com intervalo de seis meses entre elas (0 – 6 meses). O SUS também oferece a vacina para adultos portadores de HIV, pacientes de câncer ou transplantados, segundo o esquema de doses para mulheres mais velhas.

Em clínicas particulares, as mulheres podem tomar as vacinas bivalente ou quadrivalente a partir de 9 anos de idade. A partir dos 15 anos, o indicado é tomar três doses: a segunda, um a dois meses após a primeira, e a terceira, seis meses após a primeira dose (0 – 1 a 2 – 6 meses). 

Todas as vacinas e doses citadas neste artigo são recomendadas pela Sociedade Brasileira de Imunização (SBIm) e estão disponíveis na Imunocamp, com unidades em Campinas e  Piracicaba.

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